Programa de Pós Graduação em Bioquímica da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Entrevistas

O que pensam nossos egressos e onde estão?

Fábio César Sousa Nogueira

Quais os motivos que fizeram você escolher o PPGBq para realizar sua Pós-graduação?

A escolha pelo programa foi motivada principalmente por duas razões: ser orientado pelo professor Gilberto Domont e a conhecida e reconhecida tradição do programa na linha de pesquisa em bioquímica de proteínas.

Na sua opinião, quais são os pontos fortes do Programa que contribuíram para sua formação enquanto pesquisador?

 Tradição do programa de bioquímica no cenário nacional, corpo de docentes e linhas de pesquisa do programa.

Conte-nos sua trajetória acadêmica e onde se encontra profissionalmente no momento.

 Minha trajetória iniciou assim que comecei o curso de graduação em Ciências Biológicas na Universidade Estadual do Ceará. Fiz logo iniciação científica na área de bioquímica em 2002, trabalhando com análise proteômica na embriogênese de plantas. Nesta época, tive a oportunidade de participar de um curso de Proteômica, na Bioquímica do IQ/UFRJ, organizado pelo prof. Gilberto Domont. Resolvi fazer mestrado no programa de Bioquímica e Biologia Molecular da UFC, sob orientação do Prof. Francisco (Chico) Campos e coorientação do Prof. Gilberto. No doutorado, resolvi fazê-lo no Programa de Pós-Graduação em Bioquímica do IQ/UFRJ orientado pelo Prof. Gilberto e co orientado pelo Prof. Chico. Outro importante ponto de virada na minha trajetória foi o estágio no exterior, onde fiquei no Protein Research Group na Dinamarca, sob a supervisão do Prof. Peter Roepstorff.  Após o doutorado, fiz pós-doutorado no PPGBq e, posteriormente, fui contratado como professor visitante do programa. Em agosto de 2013, entrei para professor do Departamento de Bioquímica e logo entrei para o quadro de professor do PPGBq. De lá para cá, tive muitos desafios como professor de graduação e pós-graduação, na participação da montagem do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, na coordenação de laboratório e de projetos de pesquisa, na prestação de serviços, etc. Atualmente participo da coordenação da Unidade Proteômica junto com o Prof. Gilberto e coordena o Laboratório de Proteômica/LADETEC. Sou docente permanente do PPGBq e docente colaborador do Programa de Pós-Graduação em Genética, UFRJ.

Lembre um episódio marcante que aconteceu com você enquanto foi aluno do PPGBq (alguma apresentação de congresso marcante, conversa com algum docente, experiência relevante ou algo pessoal que, de alguma forma, se relaciona com o período em que foi discente do Programa).

Dentre os muitos episódios marcantes durante minha passagem como discente do PPGBq, destaco o momento que aprovamos um grande projeto em colaboração com a PETROBRAS.

Este projeto permitiu uma grande mudança no laboratório e no projeto de pesquisa, pois foi possível adquirir um dos espectrômetros de massas, melhorou a infraestrutura do laboratório, permitiu uma maior colaboração entre os grupos de pesquisa do PPGBq e proporcionou um salto de qualidade nos trabalhos.


Ayla Sant’Ana da Silva

Quais os motivos que fizeram você escolher o PPGBq para realizar sua Pós graduação?

Me apaixonei pela Bioquímica logo no primeiro período da Graduação em Microbiologia, porém sempre tive muito interesse pela biotecnologia industrial.  Assim, achei no PPBGq a união perfeita entre as duas áreas, onde muitos pesquisadores estudam os desdobramentos da bioquímica em aplicações industriais e ambientais. Comecei minha história no PPGBq com o estágio de Iniciação Científica ainda no terceiro período da graduação. Ingressar na pós-graduação foi um processo natural.

Na sua opinião, quais são os pontos fortes do Programa que contribuíram para sua formação enquanto pesquisador?

O PPGBq tem a peculiaridade de unir a pesquisa básica e aplicada, o que é pouco comum em outros Programas. Tive a oportunidade de interagir com professores imersos em entender a questões fundamentais da estrutura de biomoléculas, assim como com pesquisadores responsáveis pela otimização de processos de produção das mesmas biomoléculas em biorreatores e em escala de plantas piloto.

 Assim, apesar da minha inclinação para a pesquisa aplicada, aprendi no Programa que nenhuma pesquisa aplicada de qualidade é feita sem uma sólida base na pesquisa básica, que é a fundação para o surgimento das perguntas científicas mais interessantes.

Além disso, tive o privilégio de cursar a disciplina “Lógica e Filosofia da Ciência” no Programa, que me estimulou muito a refletir e continuar lendo sobre o tema.

Para mim, foi um divisor de águas de como entendo a construção do conhecimento científico e o meu papel como pesquisadora. 

Conte-nos sua trajetória acadêmica e onde se encontra profissionalmente no momento.

Fiz minha graduação na UFRJ, em Microbiologia e Imunologia, porém toda a minha Iniciação Científica foi realizada no Departamento de Bioquímica do Instituto de Química, sob orientação da Prof. Elba Bon.

Ainda na graduação, tive a oportunidade de realizar um intercâmbio, durante 10 meses, na Universidade de Lund, na Suécia. Tal oportunidade foi possível porque o Professor que me orientou em Lund esteve no PPGBq ministrando uma disciplina, à qual assisti como ouvinte.

 Cursei o mestrado e doutorado no PPGBq, também sob orientação da Prof. Elba Bon. Durante esse período tive a oportunidade de trabalhar durante dois anos no National Institute of Advanced Industrial Science and Technology (AIST), no Japão e fazer uma breve missão de dois meses na Espanha (Centro de Investigaciones Energéticas, Medioambientales y Tecnológicas – CIEMAT).

Ao completar meu terceiro ano de doutorado, defendi a tese com um ano de antecedência, após aprovação no concurso para pesquisador da área de Biocatálise do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), onde atuo desde setembro de 2013. Além disso, atuo como professora credenciada no PPGBq desde janeiro de 2018.

Lembre um episódio marcante que aconteceu com você enquanto foi aluno do PPGBq (alguma apresentação de congresso marcante, conversa com algum docente, experiência relevante ou algo pessoal que, de alguma forma, se relaciona com o período em que foi discente do Programa).

Em 2012, quando estava no doutorado, o Professor Reginaldo Menezes abriu uma disciplina eletiva do Departamento de Bioquímica para a graduação chamada de “Enzimologia e Cinética Enzimática”.

Essa disciplina não estava sendo oferecida na pós-graduação naquele momento, porém já tinha ouvido falar muito bem das aulas. Conversei com o professor e comecei a assistir a disciplina como ouvinte, juntamente com os alunos da graduação, todas as terças e quintas das 17 às 19 horas.

As aulas eram de fato fantásticas. No mesmo período, me inscrevi no concurso para vaga de pesquisador na área de Biocatálise do Instituto Nacional de Tecnologia.

Uma das etapas da segunda fase do concurso era uma prova oral, em que tópicos do conteúdo programáticos seriam sorteados pelos candidatos. No sorteio, tirei justamente o tópico de cinética enzimática.

Enquanto eu respondia às perguntas, todo o conteúdo daquelas aulas se passava pela minha cabeça. Foi decisivo para que eu fosse aprovada no concurso! Por isso, hoje sempre falo para meus alunos que estar atento para identificar oportunidades nem sempre óbvias faz toda diferença na vida acadêmica.


Rafael Donadélli Melani

Quais os motivos que fizeram você escolher o PPGBq para realizar sua Pós graduação?

Eu escolhi fazer meu doutorado no PPGBQ porque ele é um dos melhores programas de pós-graduação do Brasil, apresenta um corpo docente altamente qualificado e diversos laboratórios equipados com instrumentos de última geração.

Na sua opinião, quais são os pontos fortes do Programa que contribuíram para sua formação enquanto pesquisador?

A presença de pesquisadores e professores do mais alto nível acadêmico e científico somado a uma excelente estrutura laboratorial e a possibilidade de colaborações nacionais e internacionais.

 Além da possibilidade de aprender, aplicar e desenvolver técnicas inovadoras que estão na fronteira do conhecimento científico.

Conte-nos sua trajetória acadêmica e onde se encontra profissionalmente no momento.

Sou bacharel e licenciado em ciências biológicas pela Universidade de Brasília – UnB.  Fiz mestrado em Biologia Animal (UnB) e sou doutor em bioquímica pelo PPGBQ da UFRJ.

Durante um ano e meio fiz estágio de pós-doutorado na Unidade Proteômica (UFRJ) e atualmente sou Pesquisador Associado Sênior do Proteomics Center of Excellence da Northwestern University em Chicago – EUA.

Lembre um episódio marcante que aconteceu com você enquanto foi aluno do PPGBq (alguma apresentação de congresso marcante, conversa com algum docente, experiência relevante ou algo pessoal que, de alguma forma, se relaciona com o período em que foi discente do Programa).

As conversas com o meu orientador, o Prof. Gilberto Domont, foram muito marcantes durante o meu doutorado. Eu aprendi como ser um melhor pesquisador e especialmente como garantir excelência ao fazer ciência.

Outro momento marcante foi o período em que fiz meu doutorado sanduíche em um dos melhores laboratórios de proteômica top-down do mundo.

Esse aprendizado foi único, expandi meus conhecimentos, cultura, network e sonhos. Isso somente foi possível pelo alto nível científico/acadêmico do PPGBQ, da Unidade Proteômica e dos seus membros.

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